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PÓ DE ROCHA E COMPOSTAGEM- PARTE 1

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Quando se trata da mistura do pó de rocha, que é remineralizador, com a compostagem, que é matéria orgânica, cria-se poderosa estratégia  para o agronegócio moderno, unindo a liberação lenta de diversos minerais necessários às plantas à fertilidade biológica do solo.

Fig. 1  Britagem da Rocha Transformada em Pó de Rocha

Com efeito, pode-se dizer que essa sinergia cria  novo adubo, denominado organomineral de alta qualidade, tornando-se grande pilar da agricultura sustentável e de baixo carbono.

O pó de rocha aliado à compostagem traz benefícios, tais como:

  • Aceleração da rochagem, em que o composto agiliza a liberação de nutrientes do pó de rocha, tornando-os disponíveis às plantas;
  • Nutrição completa, pois o composto orgânico fornece fósforo (P), enxofre (S) e nitrogênio (N), enquanto o pó de rocha repõe macronutrientes como potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e fósforo (P), além de micronutrientes como ferro (Fe), manganês (Mn), zinco (Zn), cobre (Cu), titânio (Ti), cobalto (Co), boro (B) e molibdênio (Mo);
  • Melhoria do solo e da capacidade de troca de cátions (CTC);
  • Maior resistência das plantas, aumentando a resiliência das culturas contra seca, pragas e doenças;
  • Redução de custos e aumento da rentabilidade, por ser insumo totalmente nacional, diminuindo gastos com NPK convencional, que é importado.

Fig.  2  CTC → Liberação mais Equilibrada de Nutrientes

Compostagem – Definição e Aplicação

Considerando-se que toda granja deve possuir plano/projeto de gestão ambiental, sendo que um dos itens é a destinação correta dos resíduos, verifica-se que a compostagem do esterco de poedeiras, ou “cama” de frango, pode ser opção simples e eficiente que contribui para reforçar o conceito de produção sustentável.

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A compostagem é um processo de degradação da matéria orgânica, que normalmente acontece na natureza, porém com procedimentos técnicos corretos, ocorre de forma mais rápida e eficiente. Assim, obtém-se o produto denominado composto orgânico, com características muito diferentes da matéria prima original.

Quando aplicado, o composto orgânico melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo, com importantes reflexos na nutrição e na produtividade das culturas. Contudo, a compostagem exige diversos cuidados, para que se obtenha composto orgânico de boa qualidade e de aplicação segura na agricultura.

Em síntese, o processo de produção de composto orgânico, denominado compostagem, é uma das melhores alternativas para a reciclagem de resíduos orgânicos no solo agrícola.

Compostagem Propriamente Dita – Aspectos Gerais

A compostagem é processo de decomposição controlado, preferentemente Aeróbio, que transforma resíduos orgânicos em produto estabilizado, com propriedades e características completamente diferentes do material que lhe deu origem. Na prática, exige condições especiais de temperatura; umidade; aeração; pH e relação Carbono: Nitrogênio – C/N.

O resultado é um material orgânico de composição e propriedades diferentes do original, comumente chamado humificado, biologicamente ativo e com vários nutrientes, tanto na forma orgânica quanto mineral – sendo esta última, prontamente disponível para as plantas.

Fatores que Afetam a Compostagem:

  1. Matéria prima

A mistura correta dos materiais acelera o processo, isto é, incrementa a relação C/N, fornecendo carbono extra para a mistura.

  1. Tamanho das Partículas
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Além das caraterísticas químicas da matéria prima, o tamanho das partículas é importante, pois o processo de decomposição se inicia na superfície das partículas

  1. Aeração

A maioria dos processos de decomposição ocorre em AEROBIOSE (bactérias, fungos)

O revolvimento da mistura é recomendado, principalmente durante os primeiros 45 (quarenta e cinco) dias de compostagem.

  1. Temperatura

O calor da atividade microbiana depende da quantidade de carbono disponível.

No sistema a céu aberto, a temperatura da leira chega a 65°C, sendo que a umidade se situa entre 55 a 60%, o pH inicial é de 5,0 a 6,0 e o final é de 8,0 a 8,5.

  1. Organismos

Inicialmente, atuam os microrganismos mesófilos, que consomem material orgânico, liberando CO2 e pouca energia.

Quando a temperatura ultrapassa 40 – 45°C, começa a ação dos microrganismos termófilos, sendo que pode chegar a 65 – 70°C, mantendo-se enquanto houver substrato para consumo.

  1. pH

Os microrganismos, que atuam na compostagem, apresentam pH na faixa de 6,5 a 8,0, para seu ótimo crescimento.

  1. Umidade

A umidade no interior da leira é outro fator de extrema importância para a vida e eficiência dos microrganismos na compostagem. A faixa ideal é de 40 a 60% de umidade.

Antônio Geraldo da Silva – Presidente do Sindicato dos Geólogos no Estado de Minas Gerais- SINGEO-MG

Emilio Mouchrek – Vice-Presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos (SMEA)

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