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Isan Rezende

BRASIL IMPORTA SOJA

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O Brasil continua sendo o maior exportador mundial de soja. A estimativa desse ano é o envio de 92,2 milhões de toneladas para fora do País, a sua maior parte para a China.

A produção brasileira de grãos está estimada em 299,2 milhões de toneladas, apesar de uma queda na produção de 6,6% ou 21,2 milhões de toneladas abaixo da produção da safra 2022/23, mesmo assim, é ainda a segunda maior safra do País. E, a soja representa a metade da produção de todos os grãos.

Apesar do aumento de 2,6% da área do plantio da soja, que chegou a 46 milhões de hectares, a produtividade média da lavoura de soja diminuiu em 8,7%, na média produtiva de 3.202 kg/ha, o equivalente a 53,3 sacas de soja de 60 Kg por hectares.

O principal fator responsável pela baixa produtividade foi promovida pelo fenômeno El Niño, com a falta de chuva no Centro-Oeste e o excesso de chuvas e tempestades na Região Sul, regiões onde estão os maiores estados produtores da commoditie, que provocou uma queda de 4,7% na produção de soja, se comparado a safra 22/23, que foi de 154.609 milhões de toneladas de soja.

Mesmo diante dessas intemperes climáticas na safra 23/24, a soja continuou sendo a principal commoditie do agronegócio brasileiro, com uma produção total de 147.381 milhões toneladas de soja, segundo a última estimativa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Do total dessa produção de soja, 92.434 milhões de toneladas serão exportadas, outra parcela de 55,96 milhões de toneladas ficará no mercado interno, e, 3,08 milhões de toneladas nos estoques finais.

Em relação a soja, a agroindústria produziu no mês de abril 754,3 mil m3 de biodiesel com o esmagamento da soja. Em junho, 770,4 mil m3 de biodiesel, atingindo a autossuficiência na demanda interna de consumo do biodiesel no País que é de 777 mil m3 mensais.

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Na produção de óleo de soja, a agroindústria processou 10.602 mil toneladas, exportou 1.400 mil toneladas e 9.262 mil toneladas de óleo de soja ficou no mercado brasileiro. Do resíduo do esmagamento da produção de biodiesel e do óleo de soja, obteve 40.193 mil toneladas de farelo de soja, exportou 20.000 mil toneladas e comercializou no mercado interno 18.000 mil toneladas.

No entanto, o Brasil, o maior exportador de soja, importou nos meses de janeiro a julho de 2024, o maior volume de soja nos últimos 21 anos. Importou 752 mil toneladas da leguminosa, em relação ao mesmo período do ano anterior, representa um crescimento de 707,2%, e, a importação pode ultrapassar um milhão de toneladas até final do ano, conforme previsão dos especialistas de mercado.

O Paraguai foi o principal fornecedor de soja para o Brasil, com o envio de 664,92 mil toneladas, representando 99% do volume total importado. Entre os estados que compraram a soja estrangeira, destaca-se o Paraná, que adquiriu 605,77 mil toneladas, nesse período de janeiro a junho de 2024.

No primeiro momento, a importação chega a ser contraditório ao fato do País ser o principal exportador mundial de soja.

Verticalização da produção pela agroindústria brasileira

A agroindústria ao analisar as estimativas de produção mensal de sojas realizadas pela associação de tradings, processadoras de soja, órgãos governamental, constatou uma queda de 1,4 milhão de toneladas da produção da safra anterior. Diante dos fatos, a agroindústria iniciou a importação da soja para atender a sua demanda.

No fechamento da colheita, o deficit foi bem maior, na ordem de 7.228 milhões de toneladas de soja, em 147.381 milhões toneladas de soja, queda de 4,7% da produção, comparando com o total da produção de soja na safra 22/23 que foi de 154.609 milhões de toneladas.

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A verticalização das commodities pela agroindústria segue firme. Todavia, precisa fortalecer também o campo com as agroindústrias familiares, por associativismo ou cooperativismo, visando a agregação de valores, geração de emprego, distribuição de renda social, aquecimento da economia local, oportunidades de empreendedorismo e inovação.

Para tanto, faz necessário implementação de programas de políticas públicas na promoção, adequação e regularização de estabelecimentos rurais, chácaras, sítios, que atuam ou tem a intenção de atuar com o mínimo de processamento da produção.

Abertura de linhas de créditos para atender por meio de Convênios, Acordo de Cooperação, Termos de Colaboração e Fomento, com a disponibilização de equipamentos e ou recursos, para atender as entidades civis organizadas, que atuam ou manifestem a intenção de promoverem o processamento da produção existente na comunidade e ou região. E, que os produtos chegam no mercado consumidor, com segurança alimentar.

Lançamos luz a importação recorde da soja pelo Brasil nos últimos 21 anos para aguçar a reflexão da importância da agroindústria em todos os setores da produção primária.

A cidade existe por causa do campo. O insucesso no campo reflete no meio urbano, que com suas mazelas próprias, ligadas à empregabilidade e a oferta de serviços públicos de qualidade (saúde, educação e transporte), se vê ao mesmo tempo saturado e desabastecido de produtos de qualidade e ofertados a preços não acessível.

O empreendedorismo por meio da agro industrialização na pequena e média propriedade rural é uma estratégia econômica e socialmente viável, para integrar várias etapas da cadeia produtiva, reduzindo custos, agregando mão de obra local, diminuindo o êxodo rural e levando bem-estar e conforto às comunidades rurais.

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