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Capa da 12ª Edição

PORTOS DO ARCO NORTE

Os portos do Arco Norte são fundamentais para a exportação de produtos dos estados da região norte, centro-oeste e nordeste, ricos em recursos naturais, como minerais, madeira e petróleo, além da produção agropecuária como soja, milho, café, carnes, entre outros, e, para a importação de insumos necessários para o desenvolvimento das atividades desses estados.

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O modal marítimo é usado em cerca de 70% das operações de transporte de cargas no mundo. O que se explica, ser o meio de transporte mais antigo, o que tem mais flexibilidade e o mais econômico.

O transporte marítimo no Brasil responde a pouco mais do que 10% de todas as cargas movimentadas no nosso país. Por outro lado, o transporte rodoviário tem mais do que 65% da parcela total de cargas.

Apesar desse percentual que parece ser baixo, a logística marítima brasileira tem muita importância. Primeiro porque está ligada à intermodalidade, permitindo a geração de empregos, movimentação de cargas e o fortalecimento do setor.

As cargas transportadas pelos navios na costa brasileira, a grande maioria são derivados do petróleo, conforme informações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A partir dos dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em valor monetário (e não em volume exportado), o Brasil entra no top 5 dos maiores exportadores agrícolas do mundo.

Os portos no Brasil são divididos em portos do Arco Norte (região norte e nordeste) e do Arco Sul (sudeste e sul).

O Arco Norte compreende eixos de transporte nos vários modais (rodoviário, ferroviário e hidroviário) responsáveis pela logística de cargas e insumos pelos portos ao norte do Brasil, acima do paralelo 16, instalados nos estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Bahia, que atendem os demais o escoamento e entrada de produtos aos estados do Norte, Centro-Oeste e Nordeste do País.

 

Os portos da região do Arco Norte tem relevante importância com a chegada de insumos agrícolas, como fertilizantes e sementes, essenciais para a produtividade do setor agropecuário, e, de máquinas e equipamentos, fundamentais para a modernização e aumento da eficiência nas operações industriais e agrícolas.

Entre diversos produtos, os Portos do Arco Norte exportam produtos minerais como bauxita e ferro, para diversos países, incluindo China e Japão; a madeira de reflorestamento exportada para os mercados da Europa e da América do Norte; o petróleo extraído na região norte exportado para vários países, principalmente na América do Sul e Europa; e, os produtos agropecuários como soja exportado principalmente pelos portos de Santarém e Belém, para os mercados internacionais, principalmente para a China; o milho exportado em grandes quantidades, sendo enviado para diversos países, principalmente na Europa e na Ásia; o café exportado para os mercados na América do Norte, Europa e Ásia; e, as carnes exportadas para a China, Estados Unidos e países da União Europeia.

 

Principais Portos

 

Estado de Rondônia

O Porto de Porto Velho, localizado na capital do estado de Rondônia, no Norte do Brasil, é uma infraestrutura vital para o comércio e o desenvolvimento da Região Amazônica. Este porto, situado às margens do Rio Madeira, desempenha um papel crucial no escoamento de produtos e na integração da região com o restante do país e o mercado internacional.

Inaugurado em 1976, o Porto de Porto Velho foi concebido para atender à crescente demanda de transporte e exportação de produtos da Amazônia. Sua localização estratégica, no coração da bacia hidrográfica do Rio Madeira, torna-o um ponto nevrálgico para o escoamento de mercadorias produzidas na região, como grãos, minérios e produtos florestais.

Em 2020, foi realizado um importante investimento na modernização das instalações, com a construção de novos armazéns, ampliação de berços de atracação e melhoria dos sistemas de logística.

O porto continua a ser um catalisador para o desenvolvimento regional e nacional. Os investimentos em sua modernização e os esforços para superar desafios são fundamentais para garantir que o Porto de Porto Velho mantenha sua importância e continue a contribuir para o crescimento econômico e social da região.

Estado do Amazonas

O Porto de Manaus, situado na capital do estado do Amazonas, é um dos pontos nevrálgicos do comércio e da logística na Região Amazônica. Localizado ao longo do Rio Negro, um dos principais afluentes do Amazonas, o porto desempenha um papel crucial no escoamento de mercadorias e na integração da região com o mercado nacional e internacional.

Fundado em 1890, o Porto de Manaus teve suas origens no auge do ciclo da borracha, quando Manaus se tornou um importante centro econômico devido à exploração da seringueira. O porto foi essencial para o transporte da borracha e outros produtos da floresta para o mercado global, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da cidade e da região.

Nas décadas seguintes, o porto evoluiu para atender às demandas de um mercado em expansão. O crescimento da indústria, a crescente demanda por produtos da Amazônia e o desenvolvimento de novas rotas de transporte impulsionaram melhorias na infraestrutura portuária.

A contínua modernização e o enfrentamento dos desafios atuais serão cruciais para garantir que o Porto de Manaus, o quinto maior porto do País, continue a ser um motor de crescimento econômico e desenvolvimento social para a região e além.

 

O Porto de Itacoatiara é um dos principais centros de transporte e logística da Região Amazônica, crucial para o transporte de cargas pesadas. Localizado às margens do Rio Amazonas, na cidade de Itacoatiara, foi inaugurado em 1951, surgiu como uma resposta à necessidade de uma rota eficiente para o escoamento de produtos da vasta região da Amazônia. Desde então, tem sido uma peça fundamental na logística regional, especialmente para produtos como grãos, madeira e minérios.

Com o crescimento econômico da Amazônia e o aumento da produção agrícola e mineral, o Porto de Itacoatiara tornou-se um ponto estratégico para o transporte fluvial. Sua localização permite o acesso direto ao Rio Amazonas, facilitando o transporte de cargas para outras partes do Brasil e para mercados internacionais.

O Porto de Itacoatiara tem um impacto significativo na economia local e regional, com a geração de empregos e movimentação econômica associada ao transporte e ao comércio, contribuindo para o desenvolvimento da cidade e do estado do Amazonas.

Estado do Pará

O Porto de Miritituba, situado no estado do Pará, é um ponto estratégico para o transporte e a logística na Região Amazônica. Localizado perto da confluência do Rio Tapajós com o Rio Amazonas, posicionou-o como um importante hub fluvial para o escoamento de mercadorias. Foi inaugurado em 1980, vocacionado atender à crescente demanda do minério no estado do Pará e da produção agrícola de Mato Grosso. É um dos principais pontos de escoamento para produtos que seguem em direção aos mercados internacionais através do Rio Amazonas e do Porto de Santarém, que está mais ao norte.

A sua localização estratégica promove o escoamento de mercadorias e a integração da região com o restante do Brasil e o mercado global. Enfrenta desafios relacionados às condições fluviais e há necessidade de investimentos em infraestrutura, mas, o potencial de crescimento e desenvolvimento é significativo.

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O Porto de Santarém, localizado na cidade de Santarém, no estado do Pará, as margens do Rio Amazonas, confluente com os rios Tapajós e Amazonas proporciona ao porto uma localização estratégica para o escoamento de mercadorias e a conexão entre a região Amazônia e os mercados globais.

Fundado em 1974, o Porto de Santarém foi estabelecido para atender à crescente demanda de transporte e exportação na região Norte do Brasil. A localização do porto, foi escolhida para otimizar o acesso fluvial e facilitar o escoamento de produtos agrícolas e minerais. Desde sua inauguração, o porto tem desempenhado um papel essencial no desenvolvimento econômico da região e na integração da Amazônia com outras partes do Brasil e do mundo.

O Porto de Santarém tem um impacto profundo na economia local e regional, promovendo a geração de empregos e a movimentação econômica associada ao transporte de mercadorias, e no desenvolvimento da cidade e do estado do Pará.

O Porto de Barcarena, também conhecido como Porto de Vila do Conde, localizado no município de Barcarena, no estado do Pará, situado na baía de Marajó, ao longo do Rio Pará, uma importante rota fluvial que deságua no Rio Amazonas, o porto desempenha um papel estratégico no escoamento de mercadorias e no suporte ao desenvolvimento econômico da região amazônica.

Foi inaugurado em 1978, para atender à crescente demanda de transporte e exportação de produtos da Região Norte do Brasil. Sua localização estratégica ao longo do Rio Pará facilita o acesso às principais rotas fluviais e marítimas, posicionando-o como um ponto vital para o comércio e a logística do arco norte.

O porto é relevante para a exportação de produtos minerais, especialmente alumínio e bauxita, bem como de grãos e outros produtos agrícolas. Atende as grandes indústrias na região, como a refinaria de alumínio. O Porto é conhecido como o portal para o Comércio Internacional da Região Norte.

Apesar dos desafios enfrentados, o potencial para crescimento e modernização é significativo. O contínuo investimento em infraestrutura e a adaptação às condições fluviais são fundamentais para garantir que o Porto de Barcarena mantenha sua relevância e eficiência, contribuindo para o progresso econômico e social da região e do país.

Estado do Maranhão

O Porto de São Luís, encontra situado na capital do estado do Maranhão, São Luís, localizado na Ilha de São Luís, ao longo da Baía de São Marcos, remonta ao período colonial brasileiro, com suas atividades portuárias iniciadas em meados do século XVII. Desde então, o porto tem evoluído para se tornar um dos mais relevantes centros de transporte e comércio do Nordeste, uma importante porta de entrada e saída para mercadorias que transitam entre o interior do Brasil e o mercado global, promovendo o desenvolvimento econômico da região, com o escoamento de produtos agrícolas, minerais e industriais.

 

Estado da Bahia

O Porto de Salvador, localizado na vibrante capital do estado da Bahia, é um dos principais centros de transporte e comércio do Nordeste brasileiro. Com sua localização estratégica na Baía de Todos os Santos, o porto desempenha um papel fundamental não apenas na economia regional, mas também no setor turístico, conectando o Brasil a mercados internacionais e facilitando o acesso a um dos destinos mais procurados do país.

É um dos portos mais antigos do Brasil, inaugurado em 1537. Desde sua fundação, o porto tem sido uma peça chave na história econômica do país, evoluindo ao longo dos séculos para atender às necessidades de um comércio globalizado. Recentemente, o porto passou por uma série de modernizações que visam ampliar sua capacidade e eficiência.

Estes Portos, ao longo dos últimos 14 anos, tornaram-se uma alternativa em relação aos portos do Arco Sul, em decorrência do aumento crescente da produção de grãos nos estados da região, principalmente no estado de Mato Grosso, o maior produtor de grãos, responsável por cerca de 17% do VBP (Valor Bruto de Produção) agropecuário do Brasil, correspondente a mais da metade dos R$ 204 bilhões.

 

Porto de Aratu fica localizado no estado da Bahia, no município de Candeias, na enseada de Caboto, na Baía de Aratu, próximo à entrada do canal de Cotegipe, em frente à costa leste da ilha de Maré. O porto é responsável por 60% de toda a carga movimentada em modal marítimo na Bahia, portanto possui grande importância para a economia da Bahia, pois serve como meio de escoamento da produção e da entrada de produtos para o Polo Industrial de Camaçari, o Centro Industrial de Aratu (CIA) e o complexo automotivo da Ford de Camaçari.

O Porto de Aratu possui notória importância econômica para o Estado da Bahia e, consequentemente, para o país, dando suporte aos processos de importação e exportação de produtos. Produtos líquidos, gasosos e granéis sólidos são as cargas movimentadas, através de uma infraestrutura de quatro terminais, sendo um para produtos gasosos (TPG), com berço de 180 metros; outro para granéis líquidos (TGL), com dois berços que perfazem 340 metros e dois para granéis sólidos (TGS), com três berços, numa extensão de 366 metros.

 

Exportação: Arco Norte x Arco Sul

Em 2008, quando se instituiu o conceito de Arco Norte, somente 13% das cargas saíam pelo Norte. 16 anos depois, teve um crescimento admirável. Ao comparar o volume de grãos de soja e milho movimentados nos portos do Arco Norte com os exportados nos portos do Arco Sul, poderemos constatar a importância e o crescimento sistemático.

De acordo com os dados da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção de grãos da safra 2023/2024 foi de 299.266,9 MMT (milhões de toneladas).

A exportação de soja, no ano de 2023, revelando que 23 estados exportaram 101,87 milhões de toneladas. Desse volume, 46,56% foram movimentados pelos portos do Arco Norte e 53,44% foram exportados pelos portos do Arco Sul. Conforme os dados Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

A exportação do milho, no ano de 2023, o IMEA informou que 26 estados exportaram 55,87 milhões de toneladas. Desse volume, 43,15% foram movimentados pelos portos do Arco Norte e 56,85% foram exportados pelos portos do Arco Sul.

O IMEA informou também que os principais destinos das cargas de soja e de milho, durante o ano de 2023, que partiram dos portos do Arco Norte e Arco Sul, 74 milhões de toneladas foram para a CHINA, correspondendo a 72,64%.

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Previsão de Crescimento

A Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport), aponta para os próximos 5 anos, um crescimento comercial nos terminais brasileiros do Arco Norte, previsto a 50% das exportações brasileiras.

A pavimentação asfáltica da BR 163 (Cuiabá/Santarém) contribuiu enormemente para a evolução crescente dos portos do Arco Norte. O projeto da Ferrogrão, estrada de ferro projetada ligando as cidades de Sinop/MT a Miritituba/PA, para escoamento de grãos da região Centro-Oeste para a região Norte, tornará os portos do Arco Norte mais competitivos ainda. Ao alinhar o frete da ferrovia com o das hidrovias do Norte, os terminais da região terão uma condição muito mais favorável para competir com os portos do Arco Sul.

Atualmente, partindo da região Centro-Oeste, a entrega da carga no porto de Barcarena/PA tem um custo 10% (dez por cento) menor do que em Santos (SP). Ainda na realidade atual considerando o frete no modal rodoviário, saindo do Centro-Oeste rumo ao Arco Norte.

Os portos do Arco Norte conseguem uma redução nos custos logísticos, especialmente para as regiões do Centro-Oeste brasileiro, uma vez que encurtam o trajeto até os mercados internacionais.

Assim que complementar a rodovia entre Miritituba/PA ao porto de Barcarena/PA e a Ferrogrão (Sinop/MT a Miritituba/PA), estima-se diminuir 30% do custo em terra. O desconto de 10% vai para 40%. Tornando os portos do Arco Norte muito mais competitivos.

Além dos benefícios econômicos como a redução do frete e da maior capacidade de transporte de carga da ferrovia ante o modal rodoviário, a Ferrogrão também trará impactos ambientais positivos para a região Norte. A presença de uma linha de ferro na região aliviaria a emissão de gases de efeito estufa, perda de grãos jogados a beira das rodovias pelos caminhões, redução da produção de lixo de caminhões, como pneus desgastados, e, principalmente, um menor risco de perda de vidas humanas em acidentes.

A capacidade de uma rodovia de pista simples, como a BR-163, é de 20 milhões de toneladas. A capacidade da Ferrogrão é de 58 milhões de toneladas. A rodovia produz 4 vezes a poluição da ferrovia. Se a Ferrogrão estivesse funcionado, resgataria da atmosfera, a cada ano, 3,4 milhões de toneladas de CO2 e economizaria 136.000 pneus.

 

 

Fila de caminhões carregados na BR-163 aguardando descarregar no porto de Miritituba, em Itaituba (PA) (Foto: João Laet/Repórter Brasil)

Ferrogrão

A ferrovia AEF-170/MT/PA, a Ferrogrão, integra o Programa de Parcerias de Investimento e a criação do novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte. O projeto é promover a conexão do Porto de Miritituba, em Itaituba, no Pará, com o município de Sinop, em Mato Grosso, percorrendo 933 quilômetros com trilhos.

Também, o ramal entre Itaituba e Santarenzinho, no município de Rurópolis/PA, com 32 km, e o ramal de Itapacurá, com 11 km.

Atualmente, o projeto da Ferrogrão está travado no STF (Supremo Tribunal Federal). O trajeto da ferrovia foi projetado paralelo a rodovia BR 163 existente, que passa 53 Km dentro da área do Parque Nacional do Jamanxin/PA.

Para atender demanda ambiental, em 2017, o governo do então presidente Michel Temer, editou uma medida provisória, depois convertida em lei, que alterava os limites do Parque Nacional do Jamanxin (PA) para acomodar a ferrovia.

A Constituição diz que as unidades de conservação só podem ter limites alterados por lei. Então, o Psol (Partido Socialismo e Liberdade) entrou com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) junto ao STF com o argumento de que uma medida provisória não poderia ser o instrumento jurídico para alterar o limite de unidades de conservação.

Com a liminar monocrática emitida pelo Superior Tribunal Federal (STF), o projeto continua parado, provocando enormes prejuízos econômicos.

O parque Nacional do Jamanxin/PA foi criado depois da rodovia BR-163. Como o trajeto da ferrovia tem curvaturas em decorrência da altimetria do terreno, há necessidade de desafetar 862 hectares, para construção da linha férrea, que representa menos de um milésimo do parque, que tem uma área total de 863 mil hectares.

 

Municípios mais Ricos do Agronegócio

A região Centro-Oeste domina a lista dos municípios mais ricos do agronegócio, com 62 das 100 cidades incluídas, por valor de produção. O destaque fica para o estado de Mato Grosso, lidera o ranking com 36 municípios, depois acompanhado pelo estado de Goiás, com 14 municípios, e, Mato Grosso do Sul, com 11 cidades. No total, esses municípios respondem por mais de 20% do valor da produção agrícola do Brasil.

São Desidério (BA) e Formosa do Rio Preto (BA) são os únicos municípios entre os 10 primeiros colocados fora do Centro-Oeste, respectivamente, o segundo e o sétimo colocado. Mas dentro da região dos portos do Arco Norte.

 

 

 

Logística da Região Centro-Oeste

Os grãos produzidos nos municípios da região Centro-Oeste, grande parte deles são recebidos no Porto de Miritituba (PA), nas ETC’s (Estações de Transbordo de Cargas) do Rio Tapajós-Xingu. Seguem através do Corredor Logístico hidroviário Tapajós-Xingu, projeto de infraestrutura na região Norte do Brasil, com foco no escoamento de grãos (soja e milho) e importação dos insumos e fertilizantes.

Imagem aérea do porto de Miritituba no rio Tapajós (Foto: Fernando Martinho/Repórter Brasil)

 

Os grãos são carregados, nas ETC’S para dentro de barcaças, com capacidade de 2.000 toneladas, formando um comboio de até 35 barcaças, onde chegam a ser transportados através do Rio Tapajós, cargas de aproximadamente 70.000 mil toneladas de grãos.

Esse comboio de barcaças seguem para o Porto de Santana e Porto de Vila do Conde para embarque em graneleiros com destino aos Países importadores.

 

Conclusão

O Arco Norte é uma região estratégica para o Brasil, englobando os estados da Região Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Os portos do Arco Norte desempenham um papel crucial na economia brasileira. Para maximizar o potencial da região, investimentos em infraestrutura e melhorias logísticas são fundamentais e necessárias.

Os portos do Arco Norte é um hub logístico estratégico para a exportação de produtos naturais e agropecuários, ao mesmo tempo, viabiliza a importação de insumos agrícolas, como fertilizantes e sementes, essenciais para a produtividade do setor agropecuário, e também de máquinas e equipamentos, que são fundamentais para a modernização e aumento da eficiência nas operações industriais e agrícolas.

O futuro econômico dos estados dessas regiões dependem da capacidade de integrar suas riquezas naturais com as demandas do mercado global, viabilizando a escoação dos produtos pelos portos do Arco Norte.

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