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COMO IMPLANTAR O CONTROLE AMBIENTAL EM GALPÃO DE AVES (2ª PARTE)

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Para implementar o controle ambiental em galpão de aves, é preciso considerar diversos fatores que afetam o bem-estar e a produtividade das aves. O objetivo principal é criar ambiente confortável e saudável, minimizando o estresse e a ocorrência de doenças.

Aqui estão alguns dos principais aspectos a serem considerados:

  1. Ambiência:
  • Temperatura: Manter a temperatura ideal, para cada fase de vida das aves, é necessário. Pintinhos recém-nascidos precisam de temperaturas mais altas, que vão sendo gradualmente reduzidas, conforme o crescimento das aves.
  • Umidade: Controlar a umidade relativa do ar é importante, para evitar problemas respiratórios e proliferação de patógenos. A faixa ideal é de 40% a 60%.
  • Ventilação: Essencial para renovar o ar; remover gases nocivos, como amônia e dióxido de carbono; controlar a umidade e a temperatura, além de reduzir a poeira. Existem sistemas de ventilação natural e forçada.
  • Qualidade do Ar: Monitorar e controlar os níveis de poeira e gases, principalmente amônia, é fundamental para a saúde respiratória das aves e dos trabalhadores.
  • Iluminação: O programa de iluminação, diga-se intensidade e duração da luz, deve ser adequado, influenciando no crescimento, incluindo ganho em peso e produção de ovos.
  1. Instalações:
  • Dimensionamento: O galpão deve ser de tamanho adequado para a quantidade de aves alojadas, garantindo espaço suficiente para arraçoamento, consumo de água e movimentação das aves.
  • Isolamento: O adequado isolamento térmico do telhado e das paredes, ajuda a manter a temperatura interna estável, reduzindo tanto a necessidade de aquecimento quanto de resfriamento artificial.
  • Vedação: Evitar correntes de ar indesejadas é importante para manter a uniformidade da temperatura e prevenir problemas de saúde.
  • Materiais de Construção: Utilizar materiais que facilitem a limpeza e desinfecção é essencial para manter a biosseguridade.
  • Bebedouros e Comedouros: Devem ser em quantidade e tipo adequados, devidamente distribuídos e mantidos limpos, para garantir o acesso à água e à ração, evitando, assim, competição desnecessária.
  1. Manejo:
  • Densidade de Alojamento: Respeitar a densidade populacional recomendada, é essencial para o bem-estar das aves e a qualidade do ar.
  • Manejo da Cama: Utilizar material de cama adequado, com umidade apropriada, tento o cuidado de efetuar o devido tratamento, ou a renovação do material, para receber o lote seguinte.
  • Limpeza e Desinfecção: Implementar rigoroso programa de limpeza e desinfecção entre os lotes de aves, incluindo o vazio sanitário.
  • Controle de Pragas: Adotar medidas para prevenir e controlar a presença de insetos; roedores e outros vetores de doenças.
  • Biosseguridade: Implementar medidas para evitar entrada e disseminação de agentes patogênicos, tais como controle de acesso; pedilúvios, rodolúvios e desinfecção de materiais.
  • Manejo de Resíduos: Implementar sistemas adequados para o manejo e tratamento de esterco e aves mortas, minimizando, por conseguinte, os riscos sanitários e o impacto ambiental.
  1. Monitoramento e Ajustes:
  • Monitoramento Contínuo: Acompanhar regularmente os parâmetros ambientais (temperatura; umidade e ventilação), com o uso de termômetros higrômetros e anemômetros.
  • Observação das Aves: Monitorar o comportamento das aves (distribuição no galpão; consumo de água e ração; sinais de estresse, ou doença), para identificar possíveis problemas ambientais.
  • Ajustes Imediatos: Realizar ajustes nos sistemas de ventilação, aquecimento, resfriamento e iluminação, conforme as necessidades das aves e as condições climáticas.
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É importante estar atento às normas, quais sejam, legislações ambientais e sanitárias, vigentes no Brasil para a Avicultura, assim como as Instruções Normativas dos Órgãos Oficiais, que estabelecem procedimentos para registro; fiscalização e controle de estabelecimentos avícolas.

Emílio Mouchrek – Engenheiro Agrônomo, Vice-presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos.

Maurício Fernandes da Costa – Engenheiro Civil, Consultor e Gestor de Obras.

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