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LEI DO EFEITO REVERSO

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A Lei do Efeito Reverso é um princípio paradoxal que postula: pensamento ao contrário, começando no fim para alcançar o objetivo desejado, trilhado por um caminho de realização pessoal.

O que isso tem a ver com o agronegócio?

O nosso desafio nesse artigo é transcender as limitações autoimpostas e as restrições de pensamentos linear. Ativar a criatividade e a capacidade de manifestação, criar uma imagem mental para alcançar o que desejamos, e, conectá-las ao emocional do resultado esperado. Teremos como foco a essência e a cultura do Produtor Rural de pequena área,  responsáveis por 80% da produção de mandioca, 69% de abacaxi e 42% de feijão, das frutas, legumes e hortaliças, em síntese, 23% de toda a produção agropecuária brasileira, segundo os dados veiculados no último censo do IBGE em 2024.

Esse brasileiro mora no campo, na simplicidade de caboclo, matuto, roceiro, tem um estilo diferente, uma sabedoria distinta. A sua lida diária se limita em resolver os problemas do dia. Um dia a cada dia. Você pode até achar que esse estilo de vida é fantasioso, poético ou inexistente. Mas não é. É a fonte inspiradora e propagadora da vocação agropecuária no Brasil. Brasileiro como os Demais, falam de política, uns fala bem ou outros mal do governo, torcem para os seus times, caminham na fé por suas devoções e orientações religiosas. Mas… a essência do ser, há simbiose com a terra, alegria nas mãos calejadas pelo plantio e cultivo, que em poucas décadas, transformou a roça de subsistência em um País que transpira segurança alimentar, no maior produtor e exportador de alimentos do mundo. Saiu da costa litorânea e desbravou o cerrado, o pantanal, a mata amazônica, sem nenhum planejamento estratégico empresarial, mas pela sobrevivência, por um dia melhor.

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Esse Produtor ousa pensar de forma diferente. Repetitivamente aplica no seu cotidiano soluções para as crises e desafios fora dos padrões convencional. Desafia cada problema com soluções originais, com um estilo, como que disfarçado de superação, cava possibilidades ocultas, conhecimentos não revelados, traça o seu próprio caminho dentro da sua lógica, aparentemente contraditórias, revelam verdades profundas, revoluciona o padrão tradicional de interação com o mercado globalizado em contra ponto a maioria da consciência coletiva. É o Sacerdote do pensamento reverso iluminado pela criatividade e inovação. O que nos faz lembrar o físico Albert Einstein ao afirmar: “Insanidade é fazer sempre o mesmo e esperar resultados diferentes”.

Aprendeu a cultivar o seu dia, a respeita o tempo da mãe terra, a conectar com o Criador nos cantos dos passarinhos, a tomar o seu mate ou café ou chá olhando nos olhos da sua esposa, filhos e agregados (colaboradores), proseando os causos, estabelecendo a tarefa do dia, sem agonia, cobrança, estresse em cumprir o planejamento, se não foi possível realizar no dia, tudo bem, faz no próximo dia ou no momento certo. E já te asseguro, não é preguiça. É ser existencial, humano.

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Esse Trabalhador Rural, escondido nos rincões do Brasil, trabalha e produz não para obter reconhecimento, glória ou fama, e muito menos obcecado pelo lucro e riqueza. Ele planta o pé de mamão, cuida da horta, do canavial, cultiva a lavoura de milho, mandioca, café, não porque quer ser o maior produtor, faz porque gosta, o que aprendeu fazer, o que sabe fazer, por ser esse o seu mundo. Agente propagador de uma cultura e tradição milenar. Fruto da vocação do trabalho na terra, de uma riqueza imensurável.

Essas virtudes consolidam a base fundamental da agropecuária no Brasil, que impulsiona um novo recorde de produção e produtividade a cada safra. Representa a alma do empreendedorismo em toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro. Nela está a resiliência em supera catástrofes, dificuldades econômicas, crises financeiras, a persistência em continua fazendo o que sabe fazer, cultivar e produzir alimento. No primeiro contra tempo não joga a enxada no chão e vai para a cidade. Pelo contrário, afia o seu machado para a nova lida.

O Pensamento Reverso é a alma do agropecuarista do nosso País, ainda não compreendido pelo sistema bancário, mercado de capitais e muito menos pela Faria Lima, que diante de uma inadimplência, em vez de apoiar e ser parceiro, dar sustentação e apresentar soluções, a primeira medida é tratá-los como Zé ninguém, tomar a terra de quem produz e patrocinar o assassinato da vocação do campo – o Produtor Rural – o maior patrimônio do agronegócio brasileiro.

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