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SEGURANÇA DA POSSE DA TERRA – FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS -PARCERIA AGRICOLA – POVOS INDIGENAS E MARGINALIZAÇÃO

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O estudo aqui apresentado partiu da consulta em textos científicos para descrever a fundamentação teórica sobre o significado das funções administrativas: planejamento, organização, direção e controle.

Descreve a rotina da comunidade indígena na atividade de parceria agrícola, assim como explica os modos de uso das funções administrativas. Caracteriza-se também pela tabulação de dados, que uma vez coletados, passa por análises interpretativas, considerando-se os referenciais teóricos, fazendo-se o cruzamento entre eles.

Desta forma, o questionário foi aplicado na aldeia Bacaval, localizada no município de Campo Novo do Parecis, estado do Mato Grosso, Brasil, foco da pesquisa, aplicada a cerca de 30 índios que residem na referida aldeia, os quais responderam a 20 questões, referentes ao perfil dos respondentes e sobre os modos de uso das funções administrativas na atividade do dia a dia, podendo assim, abordar de que forma essas funções fazem parte na atividade de parceria agrícola da comunidade indígena.

Com os dados coletados foi possível identificar a forma de parceria adotada pela comunidade indígena Paresi, assim considerada, a partir das teorizações do campo da Administração, valendo destacar que   mesmo não as conhecendo tecnicamente,  fazem uso das quatro ferramentas, ainda que  em forma de práticas conforme sua cultura, ou seja, participam do planejamento das atividades da parceria agrícola, acompanham o desenvolvimento da lavoura e participam do processo de arrecadação e forma de distribuição da renda conseguida. Objetivando complementar sua renda, aliada a esta tradicional pratica desenvolvida pelos povos indígenas Paresi, a fim de incentivá-los a sair da marginalização e à limitação à cultura familiar de subsistência.

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O Secretário municipal de turismo e sua equipe, deslocam-se da vizinha cidade de Campo Novo do Parecis, buscando interagir índios, não índios e turistas , com vistas no  turismo rural/indígena,  pela citada aldeia Bacanal e em outras ao seu redor, composta por uma área de quase 3 mil  hectares de reserva indígena a eles demarcada, onde são promovidos  jogos e brincadeiras culturais, passeios e visitas às diversas cachoeiras nelas existentes.

Adiante ver-se-á, em parte, argumentos desenvolvidos no projeto de Lei 9.824 de 2018, de autoria do deputado federal, Rôney Nemer (PP-DF), tramitando na Câmara dos Deputados, o qual se convertido em lei certamente fortalecerá os laços entre o índio, o não índio e o turista, estimulando que no campo permaneça quem é do campo e/ou com ele tenha origem, na pessoa de seus ascendentes.

Referido Projeto de Lei, segundo seu autor, propõe, em síntese: o desenvolvimento do turismo rural sustentável, entendendo ser esta uma maneira eficaz de promover a troca de conhecimentos entre as famílias urbanas e rurais.

Assevera que “As famílias urbanas da atualidade estão perdendo rapidamente suas conexões e laços de parentesco com famílias rurais, tornando as novas gerações ignorantes sobre os modos de vida, processos de produção e origem dos alimentos que são servidos à mesa”.

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Remata propondo que o poder público dê apoio ao desenvolvimento dos empreendimentos de turismo rural da agricultura familiar, especialmente por meio dos instrumentos de crédito e assistência técnica e extensão rural. http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacaoidProposicao=2169717.

Assim, define como empreendimentos de turismo rural da agricultura familiar aqueles que desenvolvem atividades turísticas sustentáveis nos estabelecimentos de agricultores familiares, índios e/ou não índios, assim considerados, dentre outros: o comércio de produtos alimentícios in natura de origem local; o comércio de produtos de origem animal ou vegetal agro industrializados artesanalmente no local, por meio de processos de fabricação típicos da agricultura familiar; o comércio de artesanato de produção local; os serviços de lazer e entretenimento, tais como passeios, caminhadas ecológicas, trilhas, demonstrações ou a participação direta dos turistas nas atividades e lidas diárias comuns dos agricultores familiares;  e a educação ambiental. Alternativas para muitas reservas indígenas, que buscam sobrevivências da “mãe terra” através de cobrança de pedágios daqueles que trafegam pelas rodovias que cortam suas aldeias, turismo rural indígena, que aos poucos vem ganhando espaço na região promovendo de forma lenta e gradativa a integração entre o índio e não índio.

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