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Safra 24/25 a maior da história!!!

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Setembro passou e nos Estados do MT, MS, GO, RO, partes do Paraná e São Paul com o término do vazio sanitário, teriam condições de iniciar o plantio. Porém, o plantio não iniciou com força em setembro, pois as chuvas estavam previstas somente para a última semana do mês. Em outubro, com melhores previsões de chuvas e condições de umidade do solo, todos os Estados já estarão aptos a iniciar o plantio, com grande correria no campo.

Consultorias de previsão de safra já apontam um novo recorde para a safra de grãos em 332 milhões de toneladas, acima da safra 23/24 de 298,4 milhões de toneladas e do recorde de 22/23 em 319,8 milhões de ton. Só a safra de soja pode chegar a 169 milhões de ton., bem acima da safra 23/24 com 147,3 milhões de toneladas.

Neste momento o esforço de toda a cadeia de suprimentos do Agro é para a entrega dos insumos, defensivos, sementes e principalmente os fertilizantes. A safra passada o desafio do agricultor em fechar as contas foi muito grande. Uma boa parte dos produtores não conseguiram pagar as suas dívidas na totalidade, seja por conta de uma produção menor do que o esperado, seja devido aos preços baixos e a espera do preço melhorar para vender e liquidar a dívida toda ou parte dela.

Isso acabou atrasando muito o novo crédito. Revendas, Bancos e indústria tiveram que reunir com os clientes e avaliar como financiar a próxima safra 24/25 e incluir a dívida antiga no novo fluxo de caixa. Está sendo exigido mais garantias e documentos, não só para dar suporte ao crédito, mas também a segurança de que a soja que será plantada não tenha nenhuma restrição ambiental. Esta falta de definição do produtor em como compor as dívidas, reunir os documentos necessários e por parte das empresas e bancos, em fazer as devidas acomodações e aprovações internas, acabou atrasando todo o fluxo.

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O número de entrega de fertilizantes indica que no Brasil ocorreu uma leve queda de apenas -1,8% em relação a 2023 de janeiro a junho. Mas quando avaliamos por região, o Centro-Oeste é o mais atrasado com 1,16 milhão de toneladas, tendo os Estados de GO com -16,6%, MT -13,5 % e MS com -12,1%, todos atrasados em relação ao mesmo período do ano passado. Este atraso está sendo refletido agora no mês de setembro com fábricas tomadas para absorver novas vendas, filas e falta de caminhões para os embarques de última hora. Acredito que os produtores que deixaram para a última hora, receberão os fertilizantes descarregando direto na plantadeira.

Analisando os dados acumulados de julho e agosto de liberação de crédito do plano safra 24/25, existe uma diminuição em relação ao ano passado. Vamos a alguns dados importantes e que podem influenciar a aquisição de insumos para esta safra. Crédito rural para custeio (volume de contratos assinados em 23/24) 273 mil, em 24/25 registra apenas 199 mil, uma queda de 27%. Valor contratado 23/24 R$ 69,1 bi, em 24/25 R$ 47 bi queda de 31%. Para investimento a situação ainda é mais impactante, o volume de contratos assinados em 23/24 foram 223 mil, em 24/25 apenas 95 mil, queda de 57%. Valor contratado 23/24 R$ 19 bi, em 24/25 R$ 10 bi, queda de 47%. Isso mostra a imensa dificuldade dos bancos em analisar e liberar crédito para a safra 24/25.

Além dos insumos que são fundamentais para o início da operação de plantio, devemos ficar de olho no clima. Os modelos Americano e Europeu de previsão climática, vem mostrando chuvas para o final de setembro e início de outubro, porém em intensidades diferentes. O Plantio no pó tem que ser evitado, pois os custos são altos e o replantio de uma lavoura representa um percentual grande no custo total, podendo inclusive não fechar as contas. Diante disso o produtor precisa ser cauteloso e só plantar se realmente tiver condições de umidade e chuvas previstas. Os modelos indicam uma La Nina de 74% de chance de Nov/24 a Jan/25, porém de fraca intensidade, apesar de que hoje estamos em Neutralidade.

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A grande preocupação este ano é com o nível de preços. A Soja vem se mantendo com todas as forças ao redor de US$ 10 / Bushel, com dólar acima de R$ 5,50 e prêmios positivos para 2025, porém com este volume de soja que está indicado em produção nos EUA, Argentina e Brasil para 24/25, podem colocar ainda mais pressão baixista nos preços à medida que forem sendo confirmados.

O Brasil tem até o momento menos de 25% da soja fechada antecipa para 2025 e isso vai colocar pressão nos prêmios, se entrarmos na colheita pouco vendido. Se por um lado uma safra maior pressiona os preços, somente produzindo mais que o ano passado, o produtor conseguirá ter recursos suficientes para pagar o custeio da safra 24/25 e ainda sobrar para pagamento de parcelas de safras anteriores. Se o clima ajudar com boas produtividades, o ano de 2025 deve ser de adequação do fluxo de caixa do agricultor.

Só estamos começando, vamos em frente!!!

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