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Emilio Mouchrek

ENGENHEIRO AGRÔNOMO – PERFIL E ATIVIDADES

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A realidade brasileira requer, dentre outros, que o Engenheiro Agrônomo seja eclético. Assim, a formação desse profissional abrange amplo espectro de atividades e as ênfases respeitam as realidades regionais – o que é evidente e muito importante no Brasil – contribuindo para tornar o mercado de trabalho mais atraente.

A formação universitária e as atividades profissionais – estas determinadas por legislações específicas do Sistema CONFEA/CREA’s – mostram que o Engenheiro Agrônomo precisa apresentar o seguinte perfil que, neste artigo, é exposto de forma eminentemente prática, de acordo com o que é analisado pelos contratantes e constatado pelos próprios colegas que são Empreendedores:

  • Sólida formação básica, científica e tecnológica, relacionada aos sistemas agrossilvipastoril e agroindustrial;
  • Capacidade de análise crítica e visão holística do processo de desenvolvimento em base sustentável;
  • Compreensão das realidades histórica, política e social, demostrando capacidade de atuar como agente de mudanças;
  • Capacidade de adaptar-se a funções diversas e ter consciência de que a formação requer atualização contínua/permanente;
  • Capacidade de tomar decisões técnicas e administrativas em empresas, cooperativas, associações e outras formas de organização social e econômica, inclusive gestão ambiental apropriada;
  • Compreensão dos processos agropecuários, agroindustrial e agroecológico, para diagnosticar problemas e propor soluções, dentro da realidade socioeconômica e ambiental;
  • Espírito empreendedor, senso ético e capacidade de trabalhar em equipe;
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Nestas condições, o mercado de trabalho requer que o Engenheiro Agrônomo demonstre, dentre outras, as seguintes habilidades – que nada mais são do que a aplicação prática do perfil profissional:

  • Comunicar-se corretamente nas formas que a profissão exige, inclusive escrita, em seu sentido amplo.
  • Analisar e difundir conhecimentos científicos e tecnológicos.
  • Elaborar, implantar e gerenciar projetos agropecuários e, de acordo com a necessidade/demanda, projetos agroindustriais condizentes com sua formação /atribuições profissionais.
  • Diagnosticar os problemas e potencialidades de empreendimentos agropecuários e agroindustriais, propondo soluções pertinentes, inclusive no que se refere à gestão ambiental.

Diante do exposto, conclui-se que a formação do Engenheiro Agrônomo deve respeitar Estrutura Curricular correta, significando dizer, dentre outros, que é necessário obter significativo volume de conhecimentos práticos, o que, naturalmente, facilitará o ingresso no mercado de trabalho.

Finalmente, registra-se o óbvio que, muitas vezes, é esquecido / desconsiderado, qual seja, esta é uma profissão em que o “COMO FAZER” é tão importante quanto “O QUE FAZER”, principalmente se o Engenheiro Agrônomo for ou quiser se tornar, realmente, “Profissional de CAMPO”.

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Estas considerações finais são válidas, também, para os profissionais que já estão no mercado de trabalho, inclusive como Empreendedores.

 

Emilio Mouchrek

Engenheiro Agrônomo, Mestre e Vice-Presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos (SMEA).

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