A realidade brasileira requer, dentre outros, que o Engenheiro Agrônomo seja eclético. Assim, a formação desse profissional abrange amplo espectro de atividades e as ênfases respeitam as realidades regionais – o que é evidente e muito importante no Brasil – contribuindo para tornar o mercado de trabalho mais atraente.
A formação universitária e as atividades profissionais – estas determinadas por legislações específicas do Sistema CONFEA/CREA’s – mostram que o Engenheiro Agrônomo precisa apresentar o seguinte perfil que, neste artigo, é exposto de forma eminentemente prática, de acordo com o que é analisado pelos contratantes e constatado pelos próprios colegas que são Empreendedores:
- Sólida formação básica, científica e tecnológica, relacionada aos sistemas agrossilvipastoril e agroindustrial;
- Capacidade de análise crítica e visão holística do processo de desenvolvimento em base sustentável;
- Compreensão das realidades histórica, política e social, demostrando capacidade de atuar como agente de mudanças;
- Capacidade de adaptar-se a funções diversas e ter consciência de que a formação requer atualização contínua/permanente;
- Capacidade de tomar decisões técnicas e administrativas em empresas, cooperativas, associações e outras formas de organização social e econômica, inclusive gestão ambiental apropriada;
- Compreensão dos processos agropecuários, agroindustrial e agroecológico, para diagnosticar problemas e propor soluções, dentro da realidade socioeconômica e ambiental;
- Espírito empreendedor, senso ético e capacidade de trabalhar em equipe;
Nestas condições, o mercado de trabalho requer que o Engenheiro Agrônomo demonstre, dentre outras, as seguintes habilidades – que nada mais são do que a aplicação prática do perfil profissional:
- Comunicar-se corretamente nas formas que a profissão exige, inclusive escrita, em seu sentido amplo.
- Analisar e difundir conhecimentos científicos e tecnológicos.
- Elaborar, implantar e gerenciar projetos agropecuários e, de acordo com a necessidade/demanda, projetos agroindustriais condizentes com sua formação /atribuições profissionais.
- Diagnosticar os problemas e potencialidades de empreendimentos agropecuários e agroindustriais, propondo soluções pertinentes, inclusive no que se refere à gestão ambiental.
Diante do exposto, conclui-se que a formação do Engenheiro Agrônomo deve respeitar Estrutura Curricular correta, significando dizer, dentre outros, que é necessário obter significativo volume de conhecimentos práticos, o que, naturalmente, facilitará o ingresso no mercado de trabalho.
Finalmente, registra-se o óbvio que, muitas vezes, é esquecido / desconsiderado, qual seja, esta é uma profissão em que o “COMO FAZER” é tão importante quanto “O QUE FAZER”, principalmente se o Engenheiro Agrônomo for ou quiser se tornar, realmente, “Profissional de CAMPO”.
Estas considerações finais são válidas, também, para os profissionais que já estão no mercado de trabalho, inclusive como Empreendedores.
Emilio Mouchrek
Engenheiro Agrônomo, Mestre e Vice-Presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos (SMEA).
















