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Tratamento de efluentes: fossa séptica + filtro anaeróbio + sumidouro

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 O sistema de fossa séptica seguida de filtro anaeróbio é bastante utilizado no meio rural e em pequenas comunidades. A fossa séptica é, em essência, um tanque que remove a maior parte dos sólidos em suspensão no efluente, que sedimentam e sofrem digestão anaeróbia no fundo do próprio tanque. A matéria orgânica efluente da fossa séptica dirige-se ao filtro anaeróbio, onde ocorre o restante de sua remoção/estabilização.

 

Assim, a fossa séptica é um dispositivo de tratamento primário, que transforma bioquimicamente o efluente em substâncias mais simples e estáveis, evitando a poluição de mananciais destinados ao abastecimento humano, dessedentação animal, dentre outros.

 

Tratamento

O projeto da fossa séptica, diga-se, o dimensionamento e o funcionamento, é baseado na Norma Técnica ABNT/NBR nº 7229/93, considerando-se as seguintes fases:

  • Retenção – o efluente é retido na fossa por 12 a 24 horas.
  • Decantação – neste período, ocorre a sedimentação de 60 a 70% dos sólidos em suspensão, formando uma substância densa chamada lodo. Na parte superior do tanque (fossa), forma-se a escuma, que é constituída de gordura, partículas de lodo e outros compostos, além do biogás gerado no processo.
  • Digestão anaeróbia – as bactérias anaeróbias e facultativas decompõem a matéria orgânica do lodo e dela se alimentam.
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É importante ressaltar que a fossa séptica não é capaz de purificar totalmente o efluente e, como tratamento primário, sua eficiência é de 50%, em relação à remoção da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e dos sólidos em suspensão. Para que as águas residuárias, onde se inclui o efluente de fossa séptica, sejam lançadas em corpos d’água ou em recarga de lençóis subterrâneos, é necessário, pelo menos, o tratamento biológico secundário. A Norma Técnica ABNT/NBR 7229/93 recomenda o filtro anaeróbio como solução para o pós-condicionamento do efluente da fossa séptica.

 

No funcionamento do filtro anaeróbio, utilizam-se pedras (brita nº 04, por exemplo) para permitir aderência dos microrganismos, que formam uma camada denominada biofilme, capazes de retirar do líquido (efluente) o alimento que necessitam. No processo de digestão da matéria orgânica, o filtro trabalha afogado, quer dizer, os espaços entre as pedras são preenchidos com líquido, formando-se, então, material sólido de boa qualidade, chamado lodo intersticial, que, junto com o biofilme, auxilia na remoção/estabilização da matéria orgânica.

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O sumidouro é um poço, sem laje de fundo, que permite a penetração do efluente no solo. O diâmetro e a profundidade dependem da quantidade de efluentes e do tipo de solo. Para simplificar a construção, não deve ter menos de 1 (um) metro de diâmetro e mais de 3 (três) metros de profundidade. Por exemplo, para volumes até 5.000 litros, é possível construir um sumidouro de 1,5 m x 3,0 m. Volumes maiores exigem a construção de outro (s) sumidouro (s).

 

Considerações Finais 

São estas, dentre outras, as vantagens do sistema de fossa séptica + filtro anaeróbio + sumidouro:

  • Pequena exigência de área (espaço);
  • Baixo custo, tanto de implantação quanto de operação;
  • Eficiência do sistema – até 90% de remoção, tanto da matéria orgânica biodegradável, quanto de coliformes;
  • A produção de lodo é baixa e o mesmo já sai estabilizado.
Fluxograma típico de um sistema de fossa séptica + filtro anaeróbio + sumidouro
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