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PECUARISTAS, OBRIGADA POR GARANTIREM PROTEÍNA ANIMAL NA NOSSA MESA

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Homenagear o pecuarista vai além de reconhecer a importância de quem produz a carne e o leite que consumimos diariamente. É lembrar quem administra riscos todos os dias e escolheu, como profissão e legado, dedicar sua porção de terra à geração de empregos e alimentos para toda a sociedade.
Os pecuaristas tomam, todos os dias, decisões que definem a permanência da atividade no campo. Proteger o seu negócio também deve ser uma responsabilidade de todos nós, que usufruímos dos resultados do seu trabalho: alimento na mesa, empregos, renda e desenvolvimento.
Essa proteção não acontece apenas com reconhecimento público ou valorização comercial. Ela também depende de informação de qualidade, orientação técnica e atenção às obrigações que asseguram a continuidade da produção. Cuidar da regularidade ambiental da propriedade é, nesse sentido, cuidar do próprio pecuarista: reduzir incertezas, prevenir riscos e preservar o patrimônio construído por gerações.
É por isso que, nesta homenagem, vale falar sobre ações essenciais para uma pecuária segura e duradoura. CAR consistente, proteção de APPs e Reserva Legal, regularização de eventuais passivos, atenção ao uso da água e às licenças ou autorizações aplicáveis não são meras formalidades. São instrumentos para que o produtor tenha segurança para continuar produzindo.
O primeiro passo é garantir que o imóvel esteja corretamente inscrito no Cadastro Ambiental Rural — CAR. Mais do que possuir um número de cadastro, é preciso que as informações reflitam a realidade da propriedade: limites, áreas produtivas, nascentes, cursos d’água, APPs, Reserva Legal e áreas consolidadas. Um CAR inconsistente pode gerar insegurança justamente quando o produtor mais precisa comprovar a regularidade de seu negócio.
Também é necessário olhar com responsabilidade para as áreas protegidas. APP e Reserva Legal não são espaços esquecidos dentro da fazenda; elas cumprem funções essenciais para a conservação do solo, da água e da própria capacidade produtiva. Quando houver passivos, a melhor decisão é conhecê-los e buscar o caminho adequado de regularização, conforme as regras aplicáveis à propriedade e ao Estado onde ela se localiza.
A água merece atenção especial. Para a pecuária, ela é condição básica de produção e bem-estar animal. Captações, poços, barramentos e demais usos podem demandar cadastro, autorização ou outorga, a depender das características do uso e do corpo hídrico. Conhecer essa necessidade evita interrupções, autuações e conflitos que poderiam comprometer a operação.
Licenças ambientais, autorizações para intervenções e o manejo correto de resíduos e efluentes também fazem parte dessa agenda. Não se trata de criar uma lista de burocracias, mas de construir um diagnóstico que permita ao pecuarista saber onde está, o que precisa ajustar e quais decisões devem ser tomadas com antecedência.
Cuidar do pecuarista é ajudá-lo a produzir com tranquilidade. É oferecer informação, técnica e orientação para que a propriedade seja, ao mesmo tempo, produtiva, ambientalmente responsável e economicamente duradoura. Afinal, quando protegemos quem produz, protegemos também a proteína animal que chega todos os dias à nossa mesa.

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A todos os pecuaristas, minha eterna gratidão!

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