O desafio atual é gerenciar empreendimentos através de soluções vitoriosas nos planos econômico, social e ambiental. A integração da responsabilidade ambiental à estrutura organizacional das empresas, envolve fases ou estágios diversos.
No primeiro estágio, a preocupação maior é evitar o aumento ou a ocorrência de problemas ambientais, criando-se um setor de meio ambiente ou de segurança ambiental.
No segundo estágio, a proteção ambiental deixa de ser resposta do empreendedor às advertências e/ou sanções oficiais, para incorporar-se a um cenário de oportunidade e competitividade que, em última análise, significa capacidade de concorrência e de permanência no mercado.
A evolução ao segundo estágio levou significativo número de empresas, como acontece em Minas Gerais, a integrar responsabilidade ambiental e gestão administrativa. Quer dizer, a função ambiental interfere no planejamento estratégico, no desenvolvimento das atividades de rotina, na discussão de cenários alternativos, gerando políticas, metas e planos de ação, transformando-se, por conseguinte, no mencionado setor de meio ambiente ou de segurança ambiental.
Perspectivas e Procedimentos Concretos
A passagem para o segundo estágio pressupõe o entendimento de que os principais fatores que geram problemas ambientais, nada mais são do que problemas técnicos ou de produção, que não foram resolvidos ou que foram mal resolvidos. Na essência, o problema é técnico e, não, ambiental.
Assim, o processo ocorre da seguinte maneira:
– As deficiências técnicas do sistema de produção podem gerar impactos / problemas ambientais;
– No sentido inverso, os problemas ambientais, quando não são convenientemente resolvidos, podem afetar o desempenho/produtividade do empreendimento;
– Para que o “círculo vicioso” seja interrompido, é necessário resolver tanto as deficiências técnicas quanto os problemas ambientais delas decorrentes;
– Daí, em diante, será necessário aprimorar o sistema de produção para evitar, sob rigoroso controle, o aparecimento de problemas ambientais.
Considerações
Com a conquista do segundo estágio, haverá certeza de que a ausência, ou mesmo, a minimização dos problemas ambientais, trará aumento de produtividade do empreendimento, contribuindo, por conseguinte, para satisfazer os requisitos de competitividade e de permanência no mercado, inclusive com gestão ambiental apropriada.
Cumpre citar que a correta aplicação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), deve apresentar, dentre outros, os seguintes objetivos:
– Reduzir os resíduos;
– Elaborar projetos de modo a minimizar seus impactos ambientais nas fases de produção, uso e disposição;
– Controlar o impacto ambiental das fontes de matéria prima;
– Minimizar os impactos ambientais decorrentes de novos empreendimentos;
– Promover a consciência ambiental dos empregados e da comunidade.
Nestas condições, as pessoas não seriam, apenas e tão-somente mão de obra, mas, sim, componentes de importante cadeia, cujo objetivo é oferecer à sociedade produto de altíssima qualidade, como é o caso, por exemplo, dos alimentos de origem animal.
Essa nova percepção é resultado de educação ambiental, que ressalta a importância das consequências, que vão além do fortalecimento econômico das empresas, caracterizando exercício de cidadania.
















