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Quando se pensa em países de grande vocação agrícola, a imagem que costuma vir à mente é a das extensas planícies norte-americanas ou asiáticas tomadas

Quando se pensa em países de grande vocação agrícola, a imagem que costuma vir à mente é a das extensas planícies norte-americanas ou asiáticas tomadas

Em 2024, o agronegócio brasileiro consolidou como potência agrícola e ambiental no cenário global. Enfrentou desafios dos boicotes comerciais, participou dos debates internacionais sobre o modelo de desenvolvimento e da relação entre produção, consumo e conservação dos recursos naturais, em um contexto onde sofreu intensamente os impactos das mudanças climáticas, com desastres naturais, que expuseram a nossa vulnerabilidade na falta de infraestrutura, gestão de recursos, e, decisões políticas estratégicas.

Aprovada em um cenário de intensificação dos esforços globais contra as mudanças climáticas e da necessidade de uma transição energética no país, a Lei do Combustível do Futuro representa um marco para o setor energético brasileiro.

Os portos do Arco Norte são fundamentais para a exportação de produtos dos estados da região norte, centro-oeste e nordeste, ricos em recursos naturais, como minerais, madeira e petróleo, além da produção agropecuária como soja, milho, café, carnes, entre outros, e, para a importação de insumos necessários para o desenvolvimento das atividades desses estados.

O agronegócio brasileiro, que atualmente representa mais de 25% do PIB do Brasil e cerca de 45% das exportações, desempenha um papel vital no desenvolvimento econômico do país. Esses números não apenas reafirmam a importância desse setor, mas também destacam a relevância das atividades do agronegócio para o bem-estar da população e a estabilidade econômica.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), no seu balanço social de 2022, apresentou um lucro social de R$ 125,88 bilhões, gerados a partir do impacto econômico no setor agropecuário de 172 tecnologias e 110 cultivares desenvolvidas pelas pesquisas. Para cada R$ 1,00 aplicado em pesquisa, a Embrapa devolveu R$ 34,70 à sociedade.

O direito dos povos indígenas em ocupar área tradicional – ou reivindicá-la, se nela estivesse – até o dia de 5 de outubro de 1988 – data em que foi promulgada a Constituição Federal brasileira, foi denominada de “marco temporal”.